quinta-feira, 19 de julho de 2007

MANIFESTAÇÃO

Tratar com dignidade um monstro assassino? não existe desculpa para crimes contra a vida a não ser em legítima defesa. O mínimo que se pode dizer da tal peça é que ela é uma infeliz oportunidade de ficarem calados. Pobre Brasil comandado por bandidos com a cumplicidade de intelectualöides da dita esquerda. Meus filhos vão todos estudar fora e por mim não voltam mais para cá até que o Brasil MUDE.

19 de Julho de 2007 07:03 CATHY

2 comentários:

Creusa disse...

Recebi copia das cartas, ou trechos delas, onde as pessoas expressam sua "indgnidade", perante ao espetaculo: Salmo 91.

Eu ainda nao vi a peça, mas ja assisti o filme, o seriado,etc etc......

E uma obra que o espectador , leitor, pode ter sua opiniao como qualquer outra.

Mas, o que me chama atenção é a carta da ex-assessora do tal Coronel, acho que ela tem toda a razão, eu também fico indignada com tantas mortes de mulheres e que seus assassinos fiquem soltos alegando "crime passional" e nunca tinha visto ninguem se colocar contra isso.

Por isso me dirijo a essa ex-assessora:

"Me sinto solidaria minha senhora e creio que as mulheres assassinadas pelos homens, que estao soltos por ai, vão poder contar com vossa indignação."
assim como no caso do Coronel.

"Também quero aproveitar e pedir sua opinião a respetiro dos 6 jovens de uma periferia do rio de janeiro que foram arrastados presos a uma van, por bandidos, e depois de arrastados, esquartrejados, isso uma semana antes de acontecer o mesmo com menino João. Talvez a senhora nem tenha tomado conhecimento desse ocorrido, talvez pelos meninos serem da periferia e nao da Zona Sul do Rio "

Eu tambem fiquei indignada mas nao tao comovida como quando a midia divulgou a morte do menino João.

E ate hoje me pergunto porque?
será que sentimos mais a morte de quem mora na zona sul ou no morumbi, do que de quem mora na favela ou no morro?

Sera que somos seres humanos iguais? sentimos da mesma maneira?

Porque nao houve tal comoção na morte dos 6 meninos, como quando o João morreu?

Realmente o teatro e muito forte, muito humano e tem coisas lá que é insuportavel de ver, como na vida.

Porque quando a rede globo fez o seriado , ninguem teve a opinião de que era uma apologia ao crime.

Realmente eu preciso ver a peça, talvez o teatro nao tenha conseguido esconder as coisas feias, que a televisão consegue camuflar.

Quando me disseram que estavam montando essa peça me perguntei outra vez? porque? agora acho que tenho minha resposta.

Evoé ao teatro que e transparente e que transcende!!!!

Haja merda!!!! para se transformar em ouro!!!!.

E mais uma coisa para a ex-assessora, a violencia e so uma questão de lado e ela esta nos dois, porque nos estamos nos dois lados e a quem "deus" vai atender?

Aos assassinos do lado de cá ou aos assassinos do lado de lá?

Creusa Borges.

Kaká disse...

Respondendo a dona Creusa Borges...

Eu sou absolutamente solidária as vítimas de qualquer tipo de violência, incluside das mulheres que sofrem na mão dos maridos ou companheiro e que muitas vezes acabam assassinadas e viram vitimas da estatistica do "crime passional" ... Assassinato nunca é passional, quem mata alguém não mata por acaso e não estamos mais em tempos de se dizer"vou lavar minha honra com sangue". O Coronel Ubiratan, que era mais que meu chefe, foi um verdadeiro pai, amigo e professor por muitos anos, sempre se indignou com isso. Quanto aos 6 meninos mortos bárbarmente, sinto por não ter tomado ocnhecimento, saiba que minha solidariedade e revolta seria mesma. Pobreza não é sinônimo de criminalidade ou de vidas de menor valor. Temos 2 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza e não é por isso que temos 2 milhões de bandidos no país. O que ocorre é que as pessoas com menos condições são vitimas dos marginais que comandam as favelas e morros. Existem policiais militares que moram em favelas e suas epsosas tem que lavar suas fardas na pia do banheiro e estender atrás da geladeira para que ninguém saiba a profissão do marido. Isso é absurdo. Mortes e violência me aocmetem de muita raiva e sensação de que não posso fazer nada. Mas eu posso sim, posso me expressar, posso mandar e-mails para jornais, posso participar de debates e passeatas contra esses crimes hediondos. E não me calo quando vejo manifestações culturais que acabam por endeusar criminosos. Quando da exibição do filme tentamos judicialmente impedir e exibição do filme e quando soubemos da mini série da Globo fizemos o mesmo, porem a midia é poderosa e soberana no pais. Como a senhora bem pode notar, só é noticiado o que se quer. Não sei de onde a Senhora é mas aqui em São Paulo temos diversos movimentos de vitimas da violencia, dosquais faço parte e dos quais o Coronel fazia parte e sempre procurou de todas as formas defende-los. No Rio temos a Cleide, mãe da Gabriela que também faz um trabalho maravilhoso. Se a senhora fica tão indignada quanto eu, se é sempre acometida de uma sensação de impotencia diante disso tudo, junte-se a nós. Meu e-mail é o karinaflorido@hotmail.com
A Senhora será muito bem vinda e sei que muito poderá contribuir para tentarmos mudar as coisas nesse pais.

Karina Rodrigues